Beleza fatal – A armadilha da amargura 

Estou lendo o livro Eu, Meu Pavio Curto e Eu, e ele deveria ser leitura obrigatória para todos. Fala sobre ira, rancor e amargura. Enquanto leio, também assisto à novela Beleza Fatal (brasileira). Confesso que há mais de dez anos não assistia a uma novela, e o fato de estar disponível no streaming facilita, admito.

Ao assistir, consigo ver refletidos na tela alguns conceitos que o livro e a própria Bíblia me têm ensinado. Porque, quando você vive em Cristo, percebe imediatamente onde Ele está ausente. Quando as minhas referências mudam, torna-se fácil enxergar a presença ou a falta de Deus nas situações e na forma como as pessoas as conduzem.

Ainda não cheguei ao final da novela, mas já assisti o suficiente para perceber que ela é um retrato amargo da nocividade e do que um sentimento de mágoa, injustiça e rancor pode causar. A vítima, nesse caso, acaba se tornando o reflexo do abusador. A novela mostra exatamente o oposto do que Deus nos ensina a fazer.

Um coração ferido pode se tornar um instrumento de dor. Aquele que sofreu injustiça e abuso, ao guardar rancor, acaba reproduzindo aquilo que tanto condena. Como um espelho, a amargura reflete o mal que recebeu e, sem perceber, transforma a pessoa em um novo agente da mesma violência emocional. A Palavra de Deus nos alerta sobre isso. Em Hebreus 12:15, está escrito: “Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.”

O rancor, quando alimentado, não apenas destrói quem o carrega, mas também se espalha, envenenando relacionamentos e consumindo a paz ao redor. Rouba a tranquilidade, nos tira a saúde e nos afasta do amor. O preço é alto demais. Jesus nos ensina a orar pedindo: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6:12)

O perdão nos livra da prisão do passado. Enquanto mantemos o ressentimento vivo, permanecemos amarrados à dor que nos causaram. Mas, quando escolhemos perdoar, rompemos o ciclo da repetição e nos libertamos para viver algo novo. Quantas pessoas farão essa leitura? Quantas assistirão a histórias como Beleza Fatal e apenas absorverão o drama, sem perceber o aviso por trás de cada cena?

Que nossos olhos sejam treinados para ver além da narrativa e que nosso coração esteja sempre disposto a rejeitar a amargura. Porque, no fim, não nos tornamos o que fizeram conosco, mas sim aquilo que escolhemos ser em Deus.

No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser. 

Love love love, Lu.

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