Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

Por que Deus cura uns e outros não?
Por que Ele atende a oração de um e não a do outro?
Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?
Se Deus é tão bom, por que existe sofrimento?

São perguntas sinceras, legítimas. E, muitas vezes, dolorosas. Já ouvi essas palavras vindas de quem nem sequer acredita em Deus. E talvez por isso, soem ainda mais honestas. Porque vêm carregadas de uma esperança frustrada, ou de uma dor que gostaria muito de ter a quem recorrer, mas não sabem o que fazer com ela.

E a verdade é que essas perguntas não têm respostas fáceis. Porque Deus não é um algoritmo de merecimento, uma fada madrinha e muito menos um gênio que concede desejos por ordem de chegada. Ele é Pai. E um Pai sábio nem sempre dá o que o filho pede, mas nunca deixa de dar o que o filho precisa.

Jesus explicou isso com a simplicidade que só Ele tinha: “Se vocês, que são maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7:11) Ou seja: Deus não nos dá qualquer coisa. Ele nos dá o que é bom. Mesmo quando o que é bom não parece bom na hora. E é aí que a fé começa. Ela não é a certeza de que tudo vai acontecer como eu quero. É a confiança de que, mesmo quando não acontece, Deus ainda está comigo.

Às vezes, a oração mais respondida é aquela que mais nos transforma, não a que muda as circunstâncias, mas a que muda a gente por dentro. E às vezes, o que parece um “não” é só um “ainda não”. Ou um “vou fazer de outro jeito”. Tiago escreveu algo que sempre nos confronta: “Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres.” (Tiago 4:3) Nem todo pedido é justo. Nem todo pedido é alinhado com aquilo que Deus quer fazer em nós. Não viemos nessa vida apenas para ser felizes, como muitos pregam.

E quanto àquelas situações que parecem cruéis demais para explicar, como a cura de uma criança e a morte de outra? Não tenho uma resposta que acalme todos os corações. Ninguém tem. Mas tenho uma verdade que pode sustentar o seu: Deus não abandona ninguém no sofrimento. Quando a dor chega, talvez a pergunta mais sábia não seja “por quê?”, mas “com quem eu vou passar por isso?”. Porque passar, a gente vai. Jesus avisou: “Neste mundo vocês terão aflições. Mas tenham bom ânimo! Eu venci o mundo.” (João 16:33)

Deus vê a eternidade. A gente vê o agora.
A gente vê a perda, Ele vê o propósito.
A gente vê a morte, Ele vê a cura completa, do outro lado da vida.

“Os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor. (Isaías 55:8) Isso não é uma desculpa. É um lembrete de que a nossa visão é limitada. E a Dele, não. Então, sim, você pode escolher viver com raiva, com dúvidas, com a alma corroída pelas perguntas que talvez nunca sejam respondidas aqui. Ou você pode escolher viver pela fé. Confiar mesmo sem entender. Crer que existe um Deus bom, mesmo quando tudo parece injusto. Crer que Ele cura, sim, mas que às vezes cura primeiro a alma, antes do corpo. Crer que, mesmo em silêncio, Ele está agindo.

Nem toda dor cabe em explicação. Nem todo luto encontra consolo aqui deste lado da eternidade.
O que eu sei é que a presença de Deus não nos livra da dor, mas nos livra de sermos consumidos por ela. Mas aqui vai a verdade mais honesta que eu posso te dar: o sofrimento existe, sim. E vai continuar existindo.
A diferença é como e com quem a gente atravessa ele.

Com Jesus, a dor não some. Mas ganha sentido. A perda não desaparece, mas é sustentada. A lágrima não seca de uma hora pra outra. Mas cai no colo de quem entende. Sem Ele, a dor vira desespero, o fato vira revolta, a lágrima vira amargura. A vida continua desafiadora para todos. Mas existe um caminho onde a paz prevalece, mesmo no meio do caos. E existe outro caminho onde os sentimentos nos corroem até que a vida fique amarga demais para ser vivida com esperança.

No fim das contas, a pergunta deixa de ser “por quê?” e passa a ser “Com quem você vai caminhar quando a dor chegar?

E aí? Qual caminho você escolhe? 

No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser. 

Love love love, Lu.

Recomendo que assistam essa pregação sobre o tema: https://www.youtube.com/live/BHbHZqrh8Ks

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