Graça, misericórdia e o desejo de amar Jesus: como cultivar o primeiro amor


Descubra como a graça, a misericórdia e a intimidade com Jesus podem transformar sua relação com Ele e despertar o amor que constrange.

Por que algumas pessoas são tão apaixonadas por Jesus, enquanto outras não conseguem sentir essa mesma paixão? Uma pessoa me perguntou isso com o desejo nos olhos, querendo sentir esse amor. A pergunta continuou a me acompanhar por dias e, a partir do que conversamos, resolvi escrever.

Eu penso que tudo começa por entender a diferença entre graça e misericórdia. A misericórdia é quando Deus não nos dá o que merecíamos por nossos erros. A graça é quando Ele nos dá o que não merecíamos: o Seu amor, a salvação, a vida plena nEle. A misericórdia nos livra. A graça nos abraça.

Não é uma regra, mas muitas pessoas que vemos tão apaixonadas por Jesus são aquelas que já provaram o fundo do poço. Gente que errou, caiu, quebrou a cara, e foi levantada pelas mãos do Pai. Quanto maior a consciência da misericórdia recebida, maior parece ser a gratidão e o amor que transbordam. É um amor que constrange. Mas e quem não viveu um “grande resgate”? Quem não tem um testemunho dramático de livramento para contar? Será que essa pessoa vai conseguir amar Jesus com intensidade, com esse tal “primeiro amor”?

É aí que mora a dúvida de muitos. Mas eu posso dizer que sim. Amar Jesus não depende de quão fundo caímos antes, mas de quanto desejamos conhecê-Lo agora. É difícil amar alguém que não conhecemos. É difícil se apaixonar por quem não temos intimidade. Mas quando abrimos a Bíblia e encontramos Jesus em cada página, quando paramos em silêncio para ouvir Sua voz, quando deixamos de falar para escutar, algo dentro de nós começa a se aquecer.

O amor cresce na intimidade. É assim na vida e é o mesmo com o nosso Pai. A paixão nasce quando conhecemos quem Ele é, e não apenas o que Ele faz por nós. Talvez você não tenha tido um grande momento de “misericórdia dramática” na sua história. Mas você pode, todos os dias, escolher se aproximar dEle, se interessar por Ele, buscá-Lo. E, de repente, você percebe que o coração começa a queimar. O tal “primeiro amor” nasce quando deixamos de correr apenas atrás das bênçãos e passamos a desejar o abençoador.

Amar Jesus não é algo que acontece de fora para dentro, mas de dentro para fora. E nem de uma hora para outra. É uma escolha diária: sentar aos pés dEle, abrir espaço no dia, dizer “Senhor, eu quero Te conhecer”. E, na disciplina, quanto mais nos aprofundamos, mais fundo queremos ir.

Quando conhecemos, não tem como não amar. E quando amamos, não tem como não nos apaixonarmos.

A graça nos encontra. A misericórdia nos perdoa. O amor dEle nos constrange. A intimidade nos faz apaixonados. E isso é para mim, para você, para todo aquele que deseja.

No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser.

Love love love, Lu.

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