O Tempo de Resposta


Já fui mais lenta. Demorava dias para reconhecer um erro, me afogava em justificativas antes de admitir um tropeço. O orgulho falava alto, a autodefesa gritava. Mas algo mudou.

Ainda sou acometida pelas minhas falhas, mas hoje, sinto que o tempo de resposta encurtou.

A mesma falha que antes eu carregava como um peso, às vezes por dias, agora desaparece diante da consciência rápida. O Espírito Santo fala mais alto, e eu ouço. Ele não me faz perfeita, mas me aponta o caminho. Meu erro já não se transforma em um beco sem saída; agora, é apenas um desvio que consigo corrigir com mais agilidade do que foi um dia. 

Antes, eu me perdia mais na ansiedade, deixando que o medo e a pressa ocupasse espaços dentro de mim. Agora, conheço o caminho que me transporta para o lugar de paz: a oração. O medo bate à porta, mas já não é um hóspede. A pressa, por vezes me visita, mas eu já a reconheço e deixo do lado de fora. Como está escrito: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5:7)

Aceitar Jesus não fez desaparecer meus defeitos, mas mudou minha referência. Ele é a régua pela qual meço meu crescimento, o farol que me guia quando tudo em mim quer se esconder. Antes, meu parâmetro era o mundo, agora é Cristo.

Foi assim com Pedro, que negou a Cristo três vezes e, em meio ao arrependimento, encontrou redenção . Foi assim com Paulo, que antes perseguia cristãos e, após um encontro real com Deus, se tornou um dos maiores pregadores do evangelho. Eles erraram, mas a graça os alcançou porque reconheceram e recomeçaram.

O tempo de resposta encurtou. Hoje, quando erro, não fico mais tentando me convencer por tanto tempo de que estava certa. Reconheço. Me arrependo. Recomeço.

E é nessa evolução – constante – que habita a graça. Não na perfeição inalcançável, mas na disposição de sempre tentar de novo. Com mais amor. Com mais paciência. Com mais domínio próprio. “Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.” (Provérbios 24:16)

A vida com Deus não é sobre nunca errar e nem linear, mas sobre aprender a corrigir o rumo mais rápido. Sobre confiar que a graça é suficiente e que, a cada recomeço, estamos um passo mais perto d’Aquele que nos chamou para sermos melhores. Porque, no fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que deve ser.

Love love love, Lu.

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