PACE da fé

Jesus é lindo. Seu mover é manso e, ao mesmo tempo, arrebatador. Ele nunca invade; Ele espera. Fica ali, ao lado, pronto para entrar quando abrimos a porta.

Na Bíblia, quando Pedro começou a  afundar, clamou: “Senhor, salva-me!” E imediatamente, Jesus estendeu a mão e o segurou (Mateus 14:30-31). Ele não forçou sua presença, mas sempre esteve ali, ao alcance. Basta chamar, e Ele entra. Mas mesmo antes disso, Ele nunca nos perde de vista.

Quando O deixamos entrar, Ele toma conta. Não de forma avassaladora para todos, mas de forma única, no ritmo que cada um suporta, no tempo que cada um precisa. E quando isso acontece, transborda. É natural.

Esse transbordo gera frutos e nos leva a momentos inesperados. Em muitos lugares, grupos de oração se formam espontaneamente, frutos de uma fé que cresce e precisa ser compartilhada. Pessoas que já estavam unidas por laços de amizade e carinho agora se unem pelo desejo de conhecer Jesus mais de perto, decidindo explorar juntas a Palavra.

Ao iniciar um encontro como esse, uma reflexão sobre o tempo e o ritmo da caminhada na fé faz toda a diferença. Na corrida, “pace” é o tempo necessário para percorrer uma determinada distância. Não se trata apenas de velocidade, mas de resistência. Não adianta largar forte se o fôlego não sustenta. Não adianta correr sem consciência do próprio ritmo. E na fé, acontece o mesmo.

Cada pessoa tem seu tempo para se aproximar de Jesus. Algumas correm, outras caminham, outras apenas observam antes de dar o primeiro passo. Cada um no seu pace e está tudo bem. Não estamos em uma prova de velocidade, mas em uma jornada de constância. Quando nos reunimos para falar d’Ele, seja em encontros, cultos ou conversas do dia a dia, é importante lembrar que cada um está em uma etapa diferente da fé. Para alguns, certas palavras cairão como uma luva; para outros, farão sentido apenas anos depois.

Isso acontece até nos relacionamentos mais próximos. Em muitas famílias, um se aproxima de Deus com intensidade, enquanto outro caminha de forma mais cautelosa. O que importa não é quem avança mais rápido, mas quem segue firme. O que nos transforma não é a pressa, mas a entrega.

O Espírito Santo trabalha em cada um no seu tempo. O importante é seguir, respeitar o próprio ritmo e, principalmente, caminhar juntos. Porque, no fim, é isso que nos mantém de pé. Independentemente da sua sede ou da sua vontade, não se compare, apenas siga adiante. O mundo pode dizer que há um caminho certo a seguir, mas a verdade é que o único caminho verdadeiro é aquele que Jesus nos convida a trilhar. No ritmo certo, no tempo certo, sempre ao alcance de Sua mão estendida.

No fim não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser.

Love love love, Lu.

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