Cresci numa casa ecumênica. As portas sempre abertas para diferentes crenças, mas o coração da nossa família sempre firme em algo maior: a presença de Deus e os valores cristãos. Lá dentro, casamento, respeito, verdade e cuidado não eram temas de discurso eram prática diária. Cresci com esse exemplo ao lado.
Antes mesmo de me tornar cristã, já escrevia sobre fé e sobre Deus. Tudo o que eu sentia e vivia era fruto dos princípios que me conduziam até ali, mesmo sem que eu percebesse. Princípio não é moda, não é tendência. É eterno. É a linha reta no meio do mundo torto. É o que permanece igual, mesmo quando tudo à volta muda. Foi essa linha que me manteve de pé quando a vida tentou me empurrar para outros lados.
Porque o mundo tenta deturpar princípios e faz isso de forma tentadora, sedutora. Quando eles estão fracos em nós, a queda é quase certa. Eu já caí.
Houve momentos em que o barulho lá fora abafou a minha consciência. Mas, no fundo, havia sempre um eco suave, lembrando-me de tudo o que vi e vivi: as conversas à mesa, o exemplo silencioso, o “não” dito pelos meus pais com firmeza e amor. Era nesse eco que eu reencontrava o meu caminho.
Hoje, quando penso na casa que quero construir, não penso em paredes ou telhado. Penso em base. Num alicerce que não cede com as chuvas porque é feito de algo que não envelhece. Quero que meus filhos sintam a mesma segurança que eu senti: a certeza de que existe um norte, de que o certo e o errado não dependem da opinião do dia, mas de princípios eternos.
Princípios que acolhem, mas também corrigem. Que dão liberdade, mas também limites. Que protegem, mas também preparam para enfrentar o mundo.
Porque fé é entrega. E princípio é compromisso. Um compromisso que atravessa gerações, que mantém famílias de pé e que dá sentido a tudo o que chamamos de lar. E se um dia meus filhos se perderem, porque não temos total controle sobre isso, que encontrem, como eu encontrei, o eco suave daquilo que aprenderam em casa. Esse eco que não se apaga e que, quando a tempestade passa, aponta o caminho de volta.
No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser.
Love love love, Lu.
