Em busca da nossa melhor versão, continua.

O tema do culto do último domingo me atravessou logo de cara. Em busca da nossa melhor versão. O título do meu primeiro livro. E foi inevitável: dei a volta no tempo.

Encontrei a Luísa de 2016, escrevendo crônicas sem saber exatamente para onde elas iam. Havia ali consciência de busca, de inquietação, de desejo por algo maior, mas ainda sem a presença de Deus como hoje conheço. Eu queria crescer, evoluir, me tornar alguém melhor. Só não sabia que essa versão não nasceria do esforço, mas da rendição.

O primeiro livro foi lançado em 2019, mas ele nasceu muito antes. Nasceu de perguntas, de tentativas, de uma fome que eu ainda não sabia nomear. Eu me divirto relendo. 

Depois veio o Eu Depois de Amanhã. Um título que também carregava movimento. Foi escrito em meio à pandemia, quando o mundo parou e a alma fez barulho. Quantos reflexos. Quantas revelações.  Ali, Deus já aparecia, mas ainda daquele jeito confortável, controlado, até onde convinha. A fé existia, mas o mundo ainda falava mais alto. 

E então veio Cartas para Rita. Hoje, olhando com as lentes de agora, vejo quase como uma despedida. Uma conversa com meu alter ego. Um livro de transição. A velha Luísa se despedia da nova que ainda não tinha nome. Quantas crônicas escritas com o coração aberto, mas ainda com outras lentes. Sempre houve consciência de movimento, de crescimento, de expansão. Eu só não imaginava o quanto renascer ampliaria tudo isso.

Porque não existe vida com Deus sem transformação.Ser cristão não é manter a mesma vida com um novo discurso. Não é maquiagem espiritual. Não é metade. Jesus nunca fez nada pela metade, e segui-lo é escolher viver com excelência, entrega e inteireza. Tudo. De todo o coração.

Mas hoje, olhando para trás, eu não faço isso com julgamento. Eu olho para aquela Luísa com compaixão. Ela estava indo até onde conseguia ir com as ferramentas que tinha. Ela buscava com honestidade. Escrevia com verdade e caminhava com uma sede que sempre me pertenceu. E talvez isso também tenha sido graça. Uma graça que me conduziu até o ponto em que não dava mais para seguir sozinha. Quase dois anos depois de ter entregue minha vida a Jesus, quanta coisa mudou. E o mais bonito: quanta coisa ainda está prestes a virar.


Estou conhecendo uma nova versão. Luísa mãe. Luísa inteira. Luísa acompanhada. Não porque eu me tornei melhor sozinha, mas porque deixei de carregar o peso de tentar ser.Se a vida não é mágica, eu não sei o que é. Mas hoje existe paz e isso não é mágica, é presença. Eu sei que não estou mais sozinha.
O barco não está à deriva. É Jesus quem está comigo e é Ele quem conduz o leme. A busca continua. Mas agora, finalmente, ela tem direção.

Sigo em busca da minha melhor versão. 

No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser. 

Love love love, Lu. 

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