Liberdade. Sempre foi uma palavra que brilhou pra mim. Desde cedo, ela aparecia nos meus discursos, nos meus planos e, claro, nas minhas lutas. Queria ser livre. Livre pra escolher, pra ir e vir, pra fazer o que desse vontade. Achava que entendia tudo sobre isso. até entregar minha vida a Jesus.
Foi aí que descobri que, sobre liberdade, eu sabia muito pouco.
É impressionante como o mundo consegue deturpar conceitos profundos, revestindo-os de uma autonomia que, no fundo, só nos acorrenta ainda mais. E eu comprava. No meu último livro, escrevi sobre isso. A última crônica fala da única dependência que realmente liberta: a de Deus. Parece contraditório, né? Depender de algo para ser livre? Mas essa é a maior verdade que já experimentei e é muito mais profunda do que parece.
Eu dizia que a liberdade era um dos meus valores mais inegociáveis. Era e continua sendo. Mas hoje vejo que ela estava ancorada em lugares rasos: a opinião dos outros, a necessidade de provar meu valor, o desejo de ser notada, reconhecida, validada. Era uma liberdade vendida em troca de pequenas aprovações. A liberdade em Cristo não é essa. Ela não vacila. Ela não depende da minha força. Ela é alicerce.
É uma liberdade que não prende, mas amplia. Que não exige, mas sustenta. Que não impõe, mas convida. E, talvez o mais bonito: é uma liberdade que nos tira o medo. O medo de falhar, de decepcionar, de não dar conta, de ser rejeitada.
Cristo me ensinou que a verdadeira liberdade é não precisar mais agradar todo mundo. É parar de viver para impressionar. É ser liberta da necessidade de ser vista e recompensada. Porque, quando você entende que já é amada, aceita e cuidada por Deus, o resto deixa de pesar.
Hoje, olho pra trás e vejo que sempre lutei pela liberdade, mas pela errada. A do mundo. A que promete muito e entrega pouco. A que cansa, porque cobra demais.
E é incrível perceber como tudo pode mudar quando a perspectiva muda. Quando o centro deixa de ser você, e passa a ser Aquele que te criou. A liberdade em Cristo não nos solta no mundo ela nos reveste com a melhor armadura para enfrentá-lo. E, ironicamente, é quando você se entrega de verdade que finalmente fica… livre.
No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser.
Love love love, Lu.
