As réguas do sucesso

Li hoje uma frase que me pegou: “sucesso é ter uma vida rendida ao Senhor”.
Se eu tivesse lido isso três anos atrás, teria pensado: “lá vem mais um lunático”.
A minha régua de sucesso era do mundo. Eu media conquistas em números, cargos, produtividade, bens. Fazia, realizava, acumulava. Sempre correndo. Sempre cansada. Sempre vazia, apesar de achar que estava preenchida.

Conheço tantas pessoas que têm tudo aos olhos humanos: status, patrimônio, viagens, realizações. Mas falta-lhes o essencial: paz de espírito. Pessoas que já provaram de todas as delícias que o mundo oferece, mas vivem um vazio tremendo. Uma tristeza sem explicação. Uma falta que nada preenche.

Foi então, ao entregar minha vida a Jesus e Ele reformar a casa, percebi: a régua verdadeira não está fora, mas dentro. Não está no que eu tenho, mas em quem eu sou em Cristo. Como diz Paulo:
“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para ganhar a Cristo.” (Filipenses 3:7-8)

Essa é a régua que me guia hoje, mesmo que o mundo vez ou outra tente me roubar.
A Luísa que ouvia a voz do mundo jamais chegaria ao topo do sucesso, porque essa régua é incansável e insaciável. Mas a Luísa que ouve a voz de Deus e O glorifica acima de todas as coisas, essa sim se considera a pessoa mais bem-sucedida do mundo.

E não é porque tenho todos os sonhos realizados. Continuo ambiciosa, continuo sonhando grande, fazendo planos. Mas aprendi que valores e princípios pesam mais que vontades e desejos passageiros. Hoje eu olho para a minha família, para o propósito nas minhas ações, e encontro um amor que preenche.

Neste ano, por exemplo, passei meu aniversário no culto da igreja. Claro, teria sido maravilhoso estar cercada pelo meu marido e pela minha família, eles são meu bem maior neste mundo. Mas, mesmo ali sozinha, não senti falta de nada, porque estava na presença de Deus. E isso bastava. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. A primeira noite de aniversário que me lembro de ter passado sozinha, o que para muitos poderia ser uma falta, para mim foi plenitude: nada ocupava o meu coração além de uma gratidão profunda e de uma alegria que atravessava o meu peito.

Quem sou eu para meter o bedelho na régua de sucesso dos outros, mas que dá vontade de dar um toque de amigo, dá. Porque é desesperador quando falta Jesus para balizar o caminho. Eu sei, pois já estive lá. 

E é justamente por isso que posso dizer, com toda a certeza: sucesso não é ter, nem fazer, é ser rendido ao Senhor.
No fim, não é como o mundo diz que é, mas como Jesus diz que é para ser.

Love love love, Lu.

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